17 de Novembro de 2009

Feitos por mim. ;-)

 

Claro que o texto está pixelizado para salvaguardar a identificação da cliente e das pessoas representadas.


Isto é uma expressão que nunca consegui entender. Não percebo até que ponto é que a vida, por si só, seja injusta. Ou talvez sou eu que sou demasiado sintético e analítico.

 

Sempre vi a vida como algo isento de quaisquer tipo de qualidade ou características. Não existe vida fácil, vida difícil, vida rápida, vida justa, vida injusta, etc. Existe vida. Sem adicionantes. Ou, como eu diria, sem corantes ou conservantes.

 

Daí que, quando ouço expressões como esta, faço uma cara estranha.

 

publicado por Arms às 21:24
11 de Novembro de 2009

 

 

Feito totalmente no pc, usando curvas vectoriais e vários tipos de filtros e pincéis. Este pode ser considerado o meu primeiro trabalho de pintura digital. Para além disso, é o meu primeiro trabalho usando a minha mesa digitalizadora.

 

Sinto-me tão orgulhoso! =)

09 de Novembro de 2009

 Muita gente já me veio perguntar como é que funciona a minha mente porque geralmente lembro-me das coisas mais estranhas e divertidas nos momentos mais (in)oportunos.

 

Deixem-me dar-vos um insight.

 

Os meus pensamentos enquanto estava no duche. Sim. Eu, ao contrário de muitos, não canto no duche. Desenvolvo teorias rebuscadas enquanto digo asneiras pelo facto do champô ter-me entrado nos olhos.

 

"Lá, lá, lá. Falta pôr um pouco de água quente. Mmmm. Isso. OK. Quente. Verão... Um Inverno em que não chove, um Verão em que não faz calor. O tempo anda maluco. Não me lembro da última vez que senti muito calor no Verão. É óbvio que não te lembras. Estás habituado aos calores de África. Aos 50 graus. Que parvoíce! A África do Sul é o único país que tem as temperaturas mais próximas às temperaturas mediterrânicas no mundo. E, mesmo que não fosse, já estou cá há 19 anos. Há muito tempo para desabituar. Temperaturas mediterrânicas. Podemos dizer coisas dessas numa festa que o pessoal nunca vai verificar se está correcto. E se houver que conteste? Sempre podes dizer que leste algures que era assim. Mas na realidade estás-te a borrifar para que esteja certo ou errado. O importante é que te faça parecer mais culto."

 

Et voilá! Só num duche cheguei a várias conclusões e descobertas.

 

1 - O tempo está uma merda!

2 - Uma táctica de interacção social que me faça parecer mais culto.

3 - Uma táctica de evasão para situações que coloquem em risco essa tentativa de parecer mais culto.

4 - As pessoas realmente não procuram verificar se a informação esteja correcta (a não ser, claro, que seja uma informação que pertença à sua área)

5 - A água do chuveiro, para além de estar na temperatura ideal, catalisa pensamentos aleatórios com uma linha de conexão muito estranha.

07 de Novembro de 2009

06 de Novembro de 2009

 Já voltei ao século XXI depois de uma visita à minha avó. Visita que implica eu receber uma actualização dos acontecimentos das novelas da SIC e TVI e muita comida que me causa gases. Para além dos habituais mimos de bolachas caseiras com chocolate-quente (que não pude beber por causa do dente).

 

Tenho metade da cara inchada e com dores, a sensação de ter a boca da Moura Guedes e sensação de ter feito uma plástica. Mas, para ter dentes bonitos no fim, há que passar por estas coisas... e os meus estão muito mal-tratados devido às dificuldades que passei.

 

Felizmente para mim encontrei o primeiro dentista verdadeiramente humano de que tenho conhecimento. Para além de ouvir o paciente quando tem dores e parar, fala com o paciente e explica o que o paciente tem que fazer para evitar mais dores, usa equipamento e cuidados para minimizar as dores... e ainda oferece soluções de pagamento como podermos pagar no fim do mês se não podemos a meio.

 

Há coisas fantásticas, não há?

02 de Novembro de 2009

Minha amiga, eu sei que, do teu ponto de vista, há certas realidades que existem que não consegues entender, especialmente no que toca a sexualidades e a forma como as pessoas as vivem. Tu, sendo heterossexual, e estando a namorar, não te apercebes da enorme liberdade que tens diariamente com o teu namorado. Liberdade essa que tomas como garantida. É que, neste país de democracia, as liberdades só existem para alguns. Deixa-me demonstrar-te as diferenças de realidades. Pode ser que, assim, percebas o quão sortuda és.

 

  • Eu não posso andar de mãos dadas na rua com a pessoa que amo.
  • Eu não posso beijar a pessoa que amo em público.
  • Eu não posso abraçar a pessoa que amo na rua.
  • Eu não posso ter conversas mais carinhosas se estiverem possoas demasiado perto.
  • Quando vou às compras tenho que disfarçar o meu comportamento para que as pessoas não se apercebam que a pessoa que me acompanha não é mais que um amigo.
  • Quando me perguntam se namoro tenho que pensar se devo responder ou não e tenho que pensar no que posso ou não responder.
  • Não posso dar sangue se quero ajudar alguém.
  • Tenho que colocar diariamente uma máscara e disfarçar certas conversas quando estou com amigos.
  • Sou forçado a dizer comentários de pessoas do sexo oposto quando estou rodeados de amigos masculinos de forma a integrar-me para que não suspeitem.
  • Tenho que ter conversas sobre assuntos que não me dispertam curiosidade nenhuma.
  • Tenho que ter um comportamento que não é meu e que, em alguns casos, vai contra os meus valores base apenas para não ser apontado.
  • Não posso visitar a pessoa que amo quando está internado no hospital.
  • Não lhe posso deixar uma herança.
  • Não posso preencher o IRS em conjunto com a pessoa que amo nem tenho acesso aos empréstimos dados a casais.

Mas, o mais importante de todos:

 

  • Sou forçado a negar e encobrir diariamente quase tudo aquilo que me define como pessoa e sou forçado a negar e a encobrir o facto de que amo alguém e a negar essa pessoa.

Tudo isto são coisas que não percebes que me estás a negar sempre que dizes que "não percebes porque quero o acesso ao casamento civil se tenho a união de facto". E, sempre que dizes isso, estás a dizer que o facto de eu amar não tem validade nem igualdade em relação a ti.

 

E, de certeza que existem mais algumas coisas onde a tua liberdade é diferente da minha.

 

E depois dizes-me que és totalmente a favor de igualdade de direitos.

 

Não achas que estás a ser um pouco contraditória? Pensa nisso. ;)


 Serei só eu ou há mais alguém que fica frustrado com a quantidade de iliteracia escrita que se sofre neste país? É com cada erro ortográfico que simplesmente me dá nojo. E isto vindo de pessoas que supostamente estão numa faculdade...

 

Epá, irrita-me!

29 de Outubro de 2009

Toda a gente anda à procura. De alguma coisa. De alguém. Toda a gente. O que torna tudo interessante, no entanto, é saber onde as pessoas se encontram a elas mesmas.

 

Eu tenho tendência em encontrar-me nos espaços intermédios. Acho que me encontrei uma vez naquele momento em que estamos prestes a acordar. Naquele momento em que não tens a certeza o que é real e o que não é. No entanto há uma falha gravíssima... a pior parte é que tens que acordar sempre.

 

É aquele sentimento de que a vida simplesmente está a acontecer, a ti. Como se não fizesses realmente parte do que está realmente a acontecer. Estamos constantemente a sonhar realidades alternativas para nós mesmos mas, o que acontece quando a realidade parece mais com um sonho do que qualquer outra coisa? Vês-te a ti mesmo a viver e é como se estivesses impotente. Não consegues fazer nada para mudá-la. E, mesmo sabendo que não estás só neste sentimento, não serve de consolo absolutamente nenhum. Facto é... não sabe bem sonambular pela vida fora.

 

E há alturas em que olhas para ti e pensas seguir em frente. E tomas o passo e as coisas acontecem. Acontecem simplesmente para que tudo volte exactamente ao mesmo sítio onde estás. Nesse sentimento de sonambolismo... 

 

Todas as pessoas procuram alguém que os acorde. Todas as pessoas procuram algo que as fazem viver. E eu ainda tenho tendência em encontrar-me nos espaços intermédios... ainda tenho ataques de sonambolismo.

26 de Outubro de 2009

Quase todos os meus amigos queixam-se que, quando me sinto sozinho, desapareço. Não é de forma prepositada, simplesmente desvio a minha atenção para o trabalho e acabo por me isolar um bocado. É claro que o único resultado é eu sentir-me ainda mais sozinho mas é temporário. Sou como o herpes: volto sempre!

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By Felizes Juntos (2009).
quote: o traço bonito e elegante reflectido no ímpeto neutralizado dos dias
By Felizes Juntos (2008)
quote: bom gosto e traço bonito e elegante.


últ. comentários
Gosto especialmente da segunda imagem :)
Só os que não tinham dados particulares. ;-)
lolol Dá para ler o texto na mesma, amigo!!!!
Já há algum tempo que apreciava os teus trabalhos,...
Bem, Lindo!Parabens!
Tu tens mesmo jeito para isso, muito bem feito gos...
Está muito bem, parabéns
Amigo, ADORO! Estás a sair-me melhor que a encomen...
Tens que mandar analisar essa água num laboratório...
O primeiro lembra-me a Rachel Griffiths que faz de...
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