09 de Agosto de 2008

Ao escrever estas palavras todas, neste blog, sempre houve uma definitiva sensação de vulnerabilidade. Uma sensação de que as pessoas podem pensar que me conhecem e que conhecem a minha vida simplesmente por ler tudo o que escrevo aqui. Tenho pensado nisso durante a minha pausa... Naquilo que transmito às pessoas que me lêem, naquilo que elas me transmitem com os seus comentários mas, acima de tudo - e esta é a parte mais estranhamente familiar - a imagem que tenho da imagem que as pessoas têm de mim. Ou seja, aquilo que as pessoas me transmitem como sendo aquilo que elas pensam que sou. Dediquei algum tempo para dar espaço em pensar sobre o que coloquei aqui neste blog nestes últimos anos e aquilo que vivi e partilhei aqui, nestes anos, dos meus 27 anos de vida. Não existem conclusões, apenas pensamentos como sempre.

Estas palavras não sou eu. Estas experiências não sou eu.

Como diz a minha mãe: "Os teus pensamentos sobre uma árvore não é a árvore." O que escrevo aqui não sou eu, apenas uma viagem aleatória à minha mente. Um catálogo de experiências emocionais, acontecimentos diários e as minhas respostas a elas. Elas não são quem eu realmente sou. Evidentemente que muitos diriam, por aquilo que escrevo, que a minha vida pende em dois extremos opostos: ora eu sendo fechado e tímido e triste, ora eu sendo aberto e extrovertido e alegre. E talvez até é assim que a minha vida acontece, mas continua a não ser eu. A minha vida é tão banal como de qualquer outra pessoa - havendo inclusive alturas em que a balança não pende para lado nenhum, em que os sentimentos e acontecimentos são absolutamente neutros. E, no fundo disto tudo, existe um observador silencioso, intocável por todos. O meu eu que está ligado a todos vocês e ao resto do mundo. O meu eu que está para além destas palavras.

Se algum dia quisessem conhecer esse meu eu, teriam que me olhar nos olhos. E eu estarei lá.
publicado por Arms às 11:10
Apesar de não ser uma pessoa de muitas palavras, tenho particular gosto em ler e observar a linha de pensamento dos outros.
Já tinha reflectido igualmente sobre isto, não no contexto de um blog mas sim de todas as palavras e acções que cometemos durante toda a vida.

Até que ponto conseguimos mostrar o nosso verdadeiro eu que está atrás de todas as nossas palavras e acções?

Eu não sou um bom exemplo disso certamente, nunca sou inteiramente eu...espero algum dia que alguém me olhe nos olhos e queira ver como realmente eu sou e entenda a minha verdadeira natureza.

Espero que alguém também te olhe nos olhos e te veja.
Anónimo a 21 de Outubro de 2008 às 03:42
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