23 de Abril de 2006

Antes de mais um aviso: esta minha entrada não é, embora irá parecer, uma entrada triste. A verdade é que a única coisa que vos posso passar são palavras e, como sabem, palavras não transmitem emoções... bem, pelo menos as emoções que eu sinto, já que vocês interpretam as palavras de acordo com as vossas emoções... mas não é de filosofia ou psicologia de vos venho falar.

Sinto-me perdido! É verdade.... Sinto-me perdido nesta nova personalidade que surge em mim. Estive tantos anos fechado, por motivos profissionais, que nunca pude procurar a minha verdadeira identidade. O verdadeiro eu... Nunca tive oportunidade de me relacionar com pessoas que sentem as coisas da forma como eu os sinto. Foram tantos os anos que acabei por não saber como agir, falar e, em último caso, viver.
Tendo esta oportunidade de fazer novos amigos... amigos estes que sabem daquilo que sinto porque os sentem na pele, sinto-me novamente perdido. Sinto este novo eu com tanta intensidade que nem consigo reconhecer os meus próprios sentimentos. O que acaba por parecer ridículo, visto eu pensar que me conhecia... mas não me conheço. Já errei como este novo eu - talvez por excesso de entusiasmo, talvez por excesso de isolamento - mas errei. Não me arrependo, até porque quem sabe, compreende...
Como já vos disse, sinto-me perdido, mas não de forma negativa. É apenas porque não tenho palavras para descrever o como me sinto e, para mim, "perdido" parece-se aplicar melhor... embora não na totalidade. A verdade é que adoro esta sensação de perdição... por mais estranho que pareça.
Adoro este novo (melhor) eu... Adoro viver de novo fora do isolamento aterrador a que fui submetido... Adoro conhecer estas novas pessoas e trocar as nossas experiências e saber que, no fundo, eu sou um completo desentendido. Parece contraditório. Parece estranho. Parece irónico. Estou a aprender, aos poucos, muito aos poucos... mas vou lá chegando!

Estou a voltar a aprender a andar... ;)
publicado por Arms às 22:48

Andamos tão envolvidos com o nosso dia-a-dia que acabamos por nos esquecer de pequenos pormenores da nossa vida...

Andei nestes últimos tempos, tão envolvido, tão obcecado em arranjar uma possível relação - como se isso fosse tão fácil como estalar os dedos mas, pronto, lá no fundo sou tão ingénuo como uma criança de 3 anos - que acabei por me esquecer de um pequeno pormenor. Um pormenor que me tem dado tanta felicidade e alegria - para além de um sorriso patético de orelha a orelha na minha cara.

Conhecer pessoas novas e pessoas excelentes. Uma coisa tão simples, que quase roça na trivialidade, mas que tem enchido a minha alma de amor, carinho, simpatia e uma infinidade de sentimentos bons e relaxantes.

Se eu pudesse exprimir uma ínfima parte daquilo que sinto neste momento, seria como se fosse uma chuva de bombons e chocolates, cores frescas, sol, pássaros, cães a brincar (ok... LOL! Já estou a divagar!)

OK! Vocês devem estar aí a perguntar para vocês mesmos: mas o que este gajo está a tentar dizer?

Eu explico. Eu sou naturalmente tímido. Não sou tímido quando acabo de conhecer alguém, alguns até dizem que sou um livro aberto, por falo de tudo e não tenho problemas em falar de aspectos pessoais (excepto, é claro, dos mais pessoais!) logo após uma apresentação. Mas, no entanto, não tenho o ímpeto de ir ter com alguém que não conheço e apresentar-me. Não sei porquê, mas não sou capaz... E, nestas últimas semanas, apesar desse obstáculo, tenho conhecido pessoas novas, simpáticas e divertidas. Daí a minha felicidade.

E, com isto tudo, nem vos disse porque é que acho que a felicidade está nos pormenores. Mas também não conto, porque a descoberta desses pormenores alegram-nos na mesma... e longe de mim de roubar a felicidade aos outros.

Abraços
publicado por Arms às 18:18
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