07 de Agosto de 2006



Montanha do Pico, ilha do Pico.

Se nós pudessemos ter a nossa auto-estima e boa disposição bem acima das nuvens todos os dias... Provavelmente nem saberíamos que estávamos bem dispostos porque nunce teríamos estado tristes para saber a diferença. E, se calhar, nem daríamos valor à nossa boa disposição.

Agora, quanto à auto-estima... dava jeito estar sempre acima das nuvens, para evitar que eu me sinta assim, bem afogado na sarjeta, como às vezes me sinto.
publicado por Arms às 19:15





Vila das Lajes do Pico, Pico.

Ruelas percorridas alagadas em pensamentos. Tardes passadas em contemplação. Mergulhos dados em animação. Conversas travadas em entusiasmo. São assim as tardes de Verão.
publicado por Arms às 19:08

Voltei a escrever. Comecei mais um livro, que ainda não tem título, nem personagens definidas... Provavelmente irá ficar inacabado, como os outros, mas vou fazer um esforço para acabá-los todos. Entretanto, fiquem com os excertos. ;)

"Deito-me por cima do sofá de lona, com a cabeça afundada no assento e olho para o tecto. Percorro aquelas planícies e sigo as trilhas das frestas que se abrem timidamente... sinto o cheiro da tinta na minha mente e o calor da luz que ricocheteia das superfícies lascadas das paredes de madeira, forradas com papel de parede verde com motivos brancos - tudo já gasto pelo tempo e pelo sol. Os sons abafados já nem me incomodam neste passeio estranho pela divisão que criei na minha mente... Afinal não é preciso que alguém me dirija palavras. Afinal, o teu silêncio diz muito mais, muito melhor. E adormeço a sorrir nesta divisão acolhedoramente estranha."


"Folheio as páginas amareladas do meu passado numa nostalgia estranhamente familiar. Relembro as atitudes que tinhas quando estavas comigo e as conversas que tínhamos. Parece que eu andava cego, sem me aperceber de algo tão simples... tão óbvio. Nunca nada poderia ter acontecido entre nós. Nunca nada poderia ter evoluído entre nós. Vives tão absorvido em ti mesmo que muito provavelmente eu me tornaria simplesmente num objecto de satisfação tua. Provavelmente iria-me tornar num objecto que colocas na tua gaveta, com medo que alguém descubra se me colocares sobre uma estante. Eu seria apenas aquela pessoa que está contigo... nada mais. A minha personalidade iria ser completamente ignorada e eu, aos poucos, iria perder a minha humanidade, a minha identidade, a minha alma.

Afinal estou bem neste sofá, olhando para as frestas do tecto e ouvindo o silêncio. E sorrio perante a falta das tuas palavras... Afinal, estou livre de ti."
publicado por Arms às 12:09
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quote: o traço bonito e elegante reflectido no ímpeto neutralizado dos dias
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quote: bom gosto e traço bonito e elegante.


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