29 de Agosto de 2006

Hoje em conversa com as minhas amigas cheguei à conclusão que eu tive o primeiro beijo mais romântico de todas. Isto e o mais tardio. =P

Eu com 20 anos (acho eu). Passagem de ano, um pouco antes da meia-noite. Estava Lua cheia e ela tinha aquele anel à volta dela. Estávamos junto a um poço, no fim de um caminho de videiras. O pessoal divertia-se lá dentro da casa de uma tia de uma amiga minha. Eu estava completamente nervoso. Tremia. Abraçamo-nos e beijamo-nos. Vem aquele vento gélido a acariciar as nossas bochechas, mas não ligámos muito. Depois sentámo-nos nuns bancos que lá tinha.

As lembranças... Enfim, foi um dos meus momentos mais intensos. Fico mesmo muito contente que o meu primeiro beijo tenha sido este.

X)
publicado por Arms às 19:33

O menino Meiguel (correcção, Miguel. Não querendo duvidar que sejas meigo e tal...) deixou-me um comentário no meu blog de desenhos ARMarte, que me fez pensar.

"Será que também sou uma má pessoa por te invejar a capacidade de desenho?... :P"

Não, meu amigo. Não é má pessoa por invejar seja o que for. A inveja faz parte do ser humano. É evidente que também eu te invejo em algumas coisas. É natural. Vemos as coisas que os outros têm e que gostaríamos de ter.

Acontece que muitos são levados pelas suas invejas e se tornam obcessivas. As obcessões é que já são más e tornam as pessoas más.

Lá porque se estipulou sabe-se lá quando que a inveja é um pecado não quer dizer que não se possa sentir inveja de alguém. Desde que essa inveja não nos controle nem nos domine acho até saudável - impele para que lutemos e consigamos também nós aquilo que invejamos. Desde que não afecte o próximo, que isso já entra para outros campos.

E, para que fique anotado, invejo o teu blog, que acho lindíssimo. E invejo o facto de teres alguém na vida. Mas isso não me faz de mim má pessoa. Apenas humano.

Seria mais fácil expôr as minhas ideias numa conversa no msn, pelo que ficas convidado um dia a falar comigo. Aliás, quem quiser que se proponha. =P
publicado por Arms às 15:20

Às vezes temos conversas com pessoas que nos abrem os olhos. Mesmo que sejam de palavras simples. Um pensamento solto que foi dito ao acaso e que, mesmo por mero acaso, acerta em cheio.

Recebi um amigo que quis que eu lhe lesse as cartas de Tarot. Li-lhe. Mas, como ele também lê Tarot, pedi-lhe que me lançasse as cartas. Foi surpreendente. Foi triste mas abriu-me os olhos. E, pensando melhor, nem foi triste, porque não estou triste. Foi intenso. Sim... Diria que é mais isso.

Ele disse-me logo que a minha vida corre como me corre por minha culpa. Que tenho potencialidades de ter o mundo aos meus pés mas que passei a minha vida toda a dedicar-me aos outros. A minha vida ficou para segundo plano. Esqueci-me de tratar de mim mesmo. É um grande defeito meu: pôr os outros acima de mim mesmo. Digo defeito pela situação em que me encontro e pelo facto de que a minha vida poderia estar muito melhor se tivesse dedicado algum tempo a mim mesmo. É verdade que adoro ver as pessoas que me rodeiam sem problemas e ajudo sem pensar duas vezes. Mas fiz isso durante tanto tempo que abandonei-me a mim mesmo. Fiquei como que esquecido numa parteleira, ou posto numa lista de espera.

Parece-me que está mais que na hora de tratar de mim mesmo. Antes que seja tarde demais e eu me perca dentro de mim mesmo. Os meus amigos que me desculpem se um dia negar-lhes algo. Dei tanto de mim a vocês e vocês sabem que eu daria muito mais mas, se não investir em mim mesmo, um dia não estarei cá para vos ir dando muito aos poucos.

Cat, eu sei que tu, pelo menos irás compreender-me perfeitamente. Sabes de que falo. Sabes que eu preciso de dedicar tempo a mim mesmo. Não estou a dizer para me afastar. Apenas que, muito provavelmente direi que não quero falar sobre algum assunto mais pessoal se estiver numa fase mais complicada. Sei que poderei eventualmente falhar para contigo em alguns dias. Mas sabes que nunca, e vinco o nunca, terei a intenção de te negar qualquer ajuda que poderei dispensar. Apenas que já dispensei quase todas as minhas energias a ajudar o enorme leque de amigos que tenho que acabei por me diluir em mim mesmo. Acho que chegou a parte de procurar-me. E penso que já sei como vou começar. Terei, muito provavelmente que pedir a tua força (que sabes que tens) para eu não desistir. Irei começar pela minha mãe. Desta vez não importa a situação. O que importa é que tenho que me encontrar.

Que me dêem forças os meus amigos. Poderei um dia precisar mesmo deles. ;)

Desculpem-me eventuais erros ortográficos, ou mesmo erros semânticos. Quando fico sentimentalão tenho tendência a vomitar palavras em vez de os dizer coerentemente.
publicado por Arms às 01:04
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