30 de Agosto de 2006

Devido ao post anterior, pus-me a imaginar como seria, para mim, o céu. E, com a ajuda da música Ask the mountains, de Vangelis, o meu céu ganhou rapidamente espaço, tempo, vida e ambiente. Ainda faltam partes, mas isto seria um céu para mim.

Uma planície extensa, como uma savana. Imenso espaço aberto. Tudo plano até coseguir olhar. Ao fundo, no horizonte, uma montanha solitária, como a montanha Kilimanjaro. E uma cidade de mármore e cristais no sentido oposto. Onde o sol brilha e as luzes reflectem-se, criando efeitos de luz como um arco-íris. Um céu alto e azul, aquele azul forte como nas tardes de Verão, e uma brisa fresca como mentol. Um rio largo e comprido, mas calmo, de águas cristalinas. Àrvores sarapintadas pelo espaço todo e manadas de elefantes e zebras do outro lado do rio. Manchas de manadas de gnus, algumas girafas e algumas avestruzes perdidas. E eu, sentado debaixo de um salgueiro chorão, que se inclina sobre o rio, a dormitar. E esta planície é uma ilha que flutua sobre as nuvens, douradas com feixes cor de salmão, aquela cor de salmão que aparece nos pores do sol nos fins de Agosto. E um sol enorme e vermelho, como nos pores do sol africanos. Aqui está uma imagem que dá alguma ideia do que imagino.

Pronto... Sei que o meu céu certamente fica algures em Àfrica. Se bem que, a última coisa que quero ver antes morrer é mesmo o pôr do sol africano. Quero voltar a sentir aquela magia toda. Um dia tento descrever-vos o pôr do sol africano e como nos sentimos realmente pequenos e insignificantes.

Abraços
publicado por Arms às 15:18

Estive a ver os "Anjos na América" e fiquei estupefacto a ouvir e re-ouvir a descrição que o personagem Belize, interpretado por Jeffery Wright, fez quanto ao céu.

"É como São Francisco. Uma cidade grande, cheia de ervas daninhas, mas ervas daninhas florescentes. A cada esquina, uma multidão destroçada e qualquer coisa nova e perversa, a ascender diagonalmente nessa direcção. Janelas ausentes em todos os edifícios, como bocas desdentadas, vento arenoso e um céu cinzento e altaneiro, pejado de corvos. Pássaros proféticos. Lixo amontoado, com lapidações como rubis e obsidiana e vacas cor de diamante a cuspirem ao vento serpentinas e cabines de voto. E todos em vestes Balenciaga, com corpetes vermelhos. Enormes palácios dançantes cheios de música e luz. Impureza racial e confusão de géneros. E todas as deidades são crioulas. Mulatas. Morenas como as fozes dos rios. Raça, gosto e história finalmente suplantadas."

Fiquei a pensar, perante esta descrição do céu, como seria, para mim, o céu... Um dia irei escrever sobre isso.
publicado por Arms às 02:28
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quote: bom gosto e traço bonito e elegante.


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