28 de Setembro de 2010

É curioso como todos dizem que há uma certa paz interior, que há um afirmar de identidade, como se todas as lutas de identidade se cessassem para simplesmente deixar-nos ser apenas nós mesmos... nunca pensei que fosse realmente verdade... mas é. E gosto. E gostava que continuasse... há uma espécie de silent bliss no meio disto tudo que me dá abertura para sonhar e ter fé... curiosamente uma palavra que nunca usei antes... talvez por nunca o ter sentido como sinto agora.

publicado por Arms às 02:30
25 de Setembro de 2010

OK. Está provado que odeio determinantemente discotecas, por muito boa música que tenham e por muito pouco ar de engate que transmitam. It's not my style! Levaram-me ontem para uma discoteca (acho que se chamava Musicbox ou algo assim) que tocava música anos 70/80 lembrando as aberturas das séries da época e algo parecido com Isaac Hayes e Shaft. E pensei que, já que gosto do estilo e gosto de Isaac Hayes, vamos lá tentar... Mas não. Há coisas que não consigo gostar e discotecas é uma delas. Bebi, dancei, fumei uns cigarros (eu não fumo charros nem me despertam qualquer tipo de curiosidade) e ainda ganhei um shot por ser os meus anos. Mas... pá... nada de feeling nem atitude. alguns dos meus amigos lamentam ouvir que discotecas não são a minha noção de diversão. Dizem que sou demasiado zen para isso - às vezes no gozo - e eu simplesmente encolho os ombros e digo "não gosto".

 

Ontem foi um dia em cheio. No Jardim Zoológico um papagaio empoleirou-se no meu ombro e o tratador ficou a olhar para mim admirado. Diz-me o homem (giro, by the way) que o papagaio nunca fez aquilo e pede-me desculpa se ele me assustou. Eu estava de costas para o papagaio, na zona das bilheteiras, enquanto eles nos colocam aquele líquido na mão para, se sairmos, podermos voltar. É claro que nem estava a ligar ao tratador, eu estava todo animado com o papagaio e a falar com ele. A minha mãe só me dizia "Eu acho incrível como todos os animais vêm ter contigo". E eu, feliz da vida com o papagaio a falar - e ele a responder. Foi divertido.

 

Adorei a noite do meu aniversário. Poucos amigos e um bar calmo onde pudemos falar. Conversas existenciais e trivialidades. Vira-se um amigo dizendo que continua sem conseguir acreditar que ainda estou sozinho. Que, se fosse ele, que já teria encontrado alguém. Respondi-lhe que eu não quero 'alguém'. É por isso que não tenho 'alguém'. Que, apesar de não conseguir conceber a minha vida sem um parceiro ao meu lado, também não consigo conceber a minha vida saltando de relação insignificante a relação insignificante até encontrar um significante. E ele diz-me que o facto de se ser solteiro permite essas liberdades, que assim ando a desperdiçar tempo. Disse-lhe que não. Existem pessoas que são solteiras por natureza, não se imaginam numa relação duradoura com a mesma pessoa. Eu sou solteiro por circunstância - nunca na minha vida me imaginei sem um parceiro. É assim que quero passar o resto da minha vida: numa relação com a mesma pessoa. Crescer ao lado de quem amo. É essa a minha natureza. E não consigo saltar de solteiro em solteiro porque acredito que não é assim que melhor me sinto. E o meu amigo confessa-me que às vezes tem pena por eu não ter alguém, que merecia ter alguém. E eu disse-lhe que terei. Apenas não agora.

 

Conheci pessoas novas. Diverti-me. Tive um pouco de tudo: zen, lounge, 80's, 70's, dança, bebida, calor e frio. Foi um dia bem passado.

 

Hoje é mais um dia em cheio porque a minha melhor amiga faz anos! Parabéns C.

publicado por Arms às 13:28
24 de Setembro de 2010

E eis que chegaram os meus trinta anos. Quem diria!? Vou almoçar com a mamã no Jardim Zoológico e depois jantar com os amigos e sair à noite. ^^ Vou ver macacos e pinguins no meu dia de anos. Yay!!
publicado por Arms às 02:15
23 de Setembro de 2010

Ultimamente ando viciado nesta música! Acho lindo o clipe... o grupo a recrear obras famosas. Adoro particularmente do sorriso do rapaz que retrata a obra "Homem com maça na cara" de Magritte. Tem um sorriso fantástico!

 

 

 

publicado por Arms às 12:25

 

Eis que chegam os acastanhados, dourados, amarelados e avermelhados... os cheiros refrescados do ar a embaterem com os odores calorentos da terra... o conflito de tons, cheiros e temperaturas... o Outono... e o som das folhas a crepitarem por debaixo dos meus pés enquanto ando pela rua.

 

As primeiras explosões do frio na minha quente pele exposta... aquele arrepio repentino na espinha... e o prazer de colocar algo quente sobre a pele. O perfume do ar... colocar pela primeira vez o meu cachecol... os raios alourados do Sol que desce para o horizonte... as tardes solarengas de um Sol já tímido... um Sol que já não queima mas que beija com suaves toques de calor... uma sensação de frescura repentina e alívio... um último respirar antes de mergulhar no gélido Inverno.

 

Os odores das castanhas pela rua... os fumos escuros a elevarem-se para os céus cinzentos... aquela sensação de actividade na rua... como se, no Verão, todos se estivessem a arrastar pelas ruas... como se todos acabassem de vencer a preguiça do Verão... movimento e cor e cheiros e texturas e temperaturas... de todas as estações, o Outono tem mais presença... mais personalidade... mais carácter.

 

P.S. - Shit! Ando romântico... Penso que está na altura, C. I guess I'm finally really ready for something more real. I guess I'm finally ready for a real relationship. It's sad that I haven't met him yet. Acordei assim, pronto para ser amado. Mas isso agora não interessa nada... Autumn's here!

publicado por Arms às 11:08
22 de Setembro de 2010

As aproximações de certas datas fazem-nos sempre avaliar sobre certos aspectos das nossas vidas, conquistas e perdas e sentimentos gerais, e este fim de ano para mim não é diferente. Enquanto o dia se aproxima a passos largos e me preparo para entrar para o grande three-o, não consigo evitar de pensar nas coisas que consegui, nas coisas que perdi, nos meus objectivos e realizações. Consegui poucas coisas tangíveis este ano, até porque não foram as que mais significavam para mim. Mas consegui algo que nunca pensei conseguir antes.

 

Continuo à espera que me apareça alguém na vida que me ame. Mas, ao mesmo tempo, o sentimento em si já não é tão forte como sentia há uns tempos. Sinto-me preparado e tenho fé, mas já não sinto a ansiedade e angústia.

 

Não tenho a minha casa mas tenho um lar, partilhado com pessoas que posso considerar minhas amigas.

 

Não voltei ao meu curso, mas gosto do que faço e faço algo que se assemelha àquilo que pretendia fazer.

 

Perdi algumas pessoas que considerava amigas. Uns por motivos banais como o dia-a-dia, outros por motivos mais fortes como rompimentos conscientes de amizade.

 

Criei novas amizades sempre com a fé e esperança de que se mantenham e durem o tempo que precisam de durar.

 

Ganhei de volta o peso que tinha perdido há uns anos quando fiquei sem casa e passei fome. Estou, neste momento, no meu peso ideal e com saúde.

 

Mas não são estas conquistas e perdas que mais me encheram por dentro. Porque a grande mudança não foi exterior mas interior. Auto-estima, auto-confiança, segurança, liberdade de espírito, sensação de esperança. São algumas das mudanças essenciais que consegui em mim. E que são mais importantes para mim neste momento. Sinto-me mais confiante, mais livre, mais expressivo... muito mais do que pensava que alguma vez seria. Sinto-me vivo. E, quando me olho ao espelho, gosto do reflexo que vejo. Porque, pela primeira vez na vida, dou valor a quem sou, admitindo a minha imperfeição e aspirando ser mais e melhor a cada dia que passo. Tenho muito que aprender. Tenho muitas quedas a dar. Mas, pela primeira vez na vida, o futuro não me parece um caminho nublado e incerto mas um caminho claro e preciso.

 

E, pela primeira vez numa década, os meus passos são confiantes, precisos e seguros... com a humildade e abertura de um jovem adulto. Mas sempre, sempre com a curiosidade e ânimo de uma criança. Sem preconceitos perante as minhas limitações e inseguranças. Sem vergonha dos meus erros e defeitos. Assumindo-me com a frontalidade e honestidade com que sempre pensei que deveria ter.

 

E que o ano que deixo para trás seja significado das lutas que travei para chegar onde cheguei. E que o ano que se apresenta à minha frente seja significado de novas conquistas e perdas, vitórias e derrotas, burrices e espertezas, sempre com a humildade, honestidade e abertura com que sempre quis ter em mim. Sendo eu mesmo. Em mim. Para mim.

 

Que os meus 30 anos sejam um marco de transformação e inovação. Com a integridade com que sempre me mantive para comigo mesmo. Despido e sem preconceitos. Eu próprio. Sendo 30 mas continuando a sentir-me como se tivesse 25.

 

Suspiro profundo

 

E é já na Sexta! Como o tempo passa depressa.

publicado por Arms às 01:45

Está um dia nublado mas uma névoa que é mais nuvem que outra coisa. Um nevoeiro que borra tudo. As formas e as cores. Difusas. Irreconhecíveis. Uma névoa que pinta tudo de cinzento, com uma presença de pinceladas expressionistas, dissolvendo forma, cor e espírito. Não consigo reconhecer o espaço, mas tu estás à minha frente, a palmos de distância. As pessoas passam por nós, anónimas, sem rosto nem forma. Passam por nós como se não nos vissem. Como se estivéssemos encobertos pela própria névoa, mais nossa que de qualquer outra pessoa. Estás tão perto de mim que consigo sentir o teu respirar sobre o meu pescoço. Tão perto que consigo ver a tua tensão muscular. Como se estivesses a conter uma vontade de me abraçar ou beijar. Consigo ver o teu sorriso que quase que me extingue de imediato. Mas, mais que tudo, consigo ver os teus olhos. Tão perto de mim, mas tão inexoravelmente longe. Permaneces imóvel à minha frente que quase que consigo tocar-te. Mas não consigo. Não consigo mexer-me apesar de minha vontade em abraçar-te. Pareces-me distante e próximo de mim. Tento falar contigo mas não consigo dizer uma palavra sequer. Fico a admirar-te. Dás-me um abraço e dizes-me um suave e tímido 'até breve' que me destrói em pedaços.

 

Mas sei que, apesar de perdido no mundo, um dia te encontrarei no meio da névoa que é mais nossa que de todos. No dia que a névoa finalmente se irá dissipar. E acordo sozinho nesta cama solitária... com saudades, mais uma vez, por alguém que ainda não apareceu.

 

Até breve.

publicado por Arms às 01:03
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12 de Setembro de 2010

You're young until you're not.
You love until you don't.
You laugh until you cry.
You cry until you laugh.
You smile until you frown.

You frown until you smile.

You work until you rest.

You rest until you work.

You live until you die.

 

Why make it harder?

publicado por Arms às 12:37

Quero um Roborovski para os meus anos. :)

 

publicado por Arms às 10:26
11 de Setembro de 2010

Quer dizer, parece que agora eu tenho que andar a fazer um esforço o tempo todo para perceber alguma coisa simplesmente porque esta nova geração é acéfala o suficiente para escrever mal em todo o lado. Que burros!

 

Nunca vi uma geração com tanta preguiça mental! É que levam a burrice a níveis irritantes! E depois chamam a minha geração de geração rasca. Foda-se! <-- Repara que uso uma asneira! Gente burra.

 

E depois o chavalo vai e diz-me "Pá! Tu és da geração rasca!".

 

E sou! Com muito orgulho! Não me venhas com essa mania de 'sou todo superior'. Na minha geração escrevíamos como gente e não como macacos! Tínhamos objectivos e metas na vida. Fazíamos manifestações como deve ser e não ajuntamentos. Quando a televisão vinha falar com qualquer -QUALQUER - pessoa da manifestação, essa pessoa sabia porque se manifestava e sabia dar uma opinião sem dizer 'vim para faltar às aulas'. Fazíamos coisas. Lutávamos por elas. Parte dos benefícios que tens agora foi resultado das nossas lutas. Não andávamos por aí com as calças a meio do cú, a andar como bebés de fraldas molhadas com aquele ar de nasci-mas-nem-sei-bem-porquê. As nossas raparigas eram raparigas! Não o resultado de uma produção em série de modelos em escala humana da boneca Barbie em que a única coisa que muda é a cor do cabelo. E elas sabiam vestir-se... não andavam desengonçadas como se fossem cabides para as roupas e não pessoas. Os nossos rapazes eram rapazes! Não a imitação ridícula de um bebé de fralda cheia e molhada a andar pela rua. Epá, chega a ser tão mau que nem tenho comentários. Acham isso realmente sexy? Não é. It's fucking pointless! E éramos inteligentes... comparativamente. Chiça! Até os mais burros escreviam como deve ser.

 

Amigo, digo-te de boca e peito cheios. "Sou geração rasca. E tenho orgulho nisso, Foda-se!"

 

É triste mas, e isto aconteceu-me, houve um puto que teve a lata de dizer que escrevi "Se eu tivesse visto aquilo." mal. Que "tivesse" não se escreve assim mas que se escreve "tive-se". O que é isto? Que regurgitação mental é esta? Será que sabes como escrever regurgitação? Se calhar nem sabes o significado sequer...

 

Não consigo perceber. Não consigo sequer estar calmo com isto porque sou constantemente confrontado com esta diarreia escrita e ter que me esforçar para tentar entender o que um idiota quer dizer com "eu não saiu e não conhesso peçoas". Agora simplesmente escrevo "Aprende a escrever como deve ser. Depois dou mais consideração  tua opinião. Até lá nem me digno a responder.", quando vejo uma opinião de um chavalo que escreve mal. E que ofenda. I don't give a fuck! Learn how to fucking write you lazy ass prick!

 

E acredita que estou a ser muito simpático, porque só me apetece espancá-los na tromba com um Dicionário da Língua Portuguesa, da Porto Editora. A ver se fixam como se escreve "Fui espancado com um Dicionário cor-de-laranja!" quando apresentarem queixa à polícia.

publicado por Arms às 12:18
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