29 de Novembro de 2010

É impressão minha ou as pessoas andam cada vez mais trocadas?

Será que sou o único a reparar nisto?

 

Que as pessoas agem cada vez mais de forma estranha. Não consigo definir exactamente o quê e em quê mas, epá, as pessoas andam estranhas.

 

Já não existe paciência, tolerância, civismo, boa educação...

Já não existem pessoas civilizadas...

São uma espécie em vias de extinção.

 

E depois as pessoas ficam a olhar com cara de "Oh, olha!! Um animal raro! Pensava que já estavam todos extintos!" quando eu sou educado e civilizado com as pessoas. Ui, quando ajudo as velhotas a subir as escadas no Centro Comercial ou seguro a porta... até ficam sem saber o que fazer!

 

Os meus amigos dizem que eu não existo. Os meus colegas de trabalho dizem que eu não existo. Os clientes que atendo dizem que sou muito educados. As clientes dizem que sou muito cavalheiro.

 

E eu penso... quando eu era criança, era normal. Quando era adolescente, não era comum mas era habitual. Quando eu era jovem adulto, já não se via muito mas não era raro. Agora!? Parece que é algo de outro mundo...

 

Será que estamos a completar um ciclo e estamos a regredir para neandertais? É que, sinceramente, algumas pessoas comportam-se como macacos!! Não como macacos no sentido de andarem a comer bananas ou a guinchar por tudo o que é canto (apesar de algumas analogias servirem como luvas a algumas pessoas) mas no sentido de que não controlam os sentimentos e são genuinamente agressivas (verbalmente, emocionalmente e até diria que fisicamente).

 

A noção de ser humano civilizado, educado e cavalheiro desvaneceu-se quase que por completo. Por isso, quando virem uma pessoa assim, parem e olhem bem... estão a olhar para uma espécie em vias de extinção.

 

Será mesmo que sou o único a reparar nisto?

publicado por Arms às 09:04

As pessoas vivem com a ilusão de que "respeito" é algo que lhes é devido. Que eu tenho que respeitar alguém sem condições simplesmente porque é mais velho ou tem mais experiência.

 

Não, meu amigo. Eu não te devo respeito por estares neste planeta há mais tempo que eu. Não senhor. Respeito não é devido, é merecido. Queres que eu te respeite, dá-te a respeitar. Eu só respeito as pessoas que me respeitam. Até lá eu apenas tolero-te. Não vamos confundir as coisas, ok?

 

 

 

 

publicado por Arms às 08:52
28 de Novembro de 2010

Tenho tido alguns convites para café de alguns amigos. Mas ultimamente as conversas são sempre as mesmas... Parece que as novidades no mundo foram sugadas por algum buraco negro ou assim. As pessoas já não vivem vidas ricas. Onde foram parar as aventuras e as cenas embaraçosas? Onde foram parar as conversas sádicas e os humores negros? Desde quando é que as pessoas se tornaram tão aborrecidas?

 

E nem vou sequer começar a falar dos cafés que os meus amigos marcaram com amigos deles para ver se arranjam namoro para mim. Digamos que cheguei a uma conclusão brilhante: amigos de amigos são aborrecidos de morte! Pelo menos a grande maioria!Ou então perdi completamente o interesse por contactos sociais...

 

Enfim, estou a divagar... Não estou a escrever por causa da falta de novidades que os meus amigos têm ou pelos amigos aborrecidos dos meus amigos. Estou a escrever porque toda esta experiência de ter cafés com amigos - e apanhar grandes secas! Sorry pessoal mas é verdade, confesso. - deu para examinar as minhas reacções típicas quando estou a apanhar uma seca.

 

Por isso, se eu alguma vez:

 

1 - Der respostas repetidas a meio da conversa. "Ai é? Uhum... A sério? Sim... Pois! Hã-han... Ah não! Não estou aborrecido, continua!"

 

2 - Fazer perguntas curtas. "E quando é que mudaste? Foi há muito tempo?"

(Quando estou curioso faço perguntas mais elaboradas)

 

3 - Olhar repetidamente para o RELÓGIO!!! Costuma ser um sinal bastante óbvio!

 

4 - Interrupções. Se a conversa está a ser longa e já tenho a informação que preciso e a pessoa não se cala, eu interrompo. É má educação mas há diferenças entre uma "conversa interessante" e "conversa a mais".

 

5 - Mudar de assunto. Dirigir a pessoa graciosamente para fora da conversa chata. Geralmente indica que gosto da companhia da pessoa mas a conversa está de bocejar!

 

6 - Mudar a minha linguagem corporal. Se eu me recostar é porque estou a levar com uma tremenda seca. Mas, se me recostar e cruzar os braços ou as pernas, indica que estou confortável com a conversa e pessoas. Se eu não estiver a olhar para ti, esquece, muda de conversa.

 

 

Mudem de conversa!! =P

publicado por Arms às 14:34
20 de Novembro de 2010

Estarei sempre sozinho no frio. Mesmo quando estava contigo sentia que algo de demasiado gélido trepava lentamente dentro de mim e agarrava o meu coração dentro de um punho que crepita de gelo. Uma sensação metálica que corta a minha alma em pedaços que deixo escapar pelos olhos. Uma poesia silenciosa de palavras que deixaste escritas nas paredes deste quarto. Palavras que escorregam como tinta molhada e embatem no chão em silenciosos choques de tambor que ecoam na minha mente. Palavras que me lembram a minha solidão, a minha prisão. Tu nunca me compreendeste nem nunca quiseste compreender.

 

Invisível, como sempre fui para ti.

Sozinho, como quando estive contigo.

Esquecido, como quando dormia ao teu lado.

Mas teu... mais teu agora do que quando tu me tinhas. Porque há sempre algo que me prende aos gélidos metálicos grilhões que são as memórias dos poucos dias de felicidade que tive contigo. Porque, de uma forma estranha e peculiar, eu realmente fui feliz. No meio dessa solidão silenciosa houve sempre algo de sensual, algo de único, diferente que me cativava.

 

Estou sempre sozinho no frio. Neste quarto que se derrete para cima de mim, comprimindo, condensando... como gelo a se formar na superfície de um lago. Congelando tudo o que está à vista. E sinto-me estranhamente renascido rodeado deste silêncio que se estilhaça. Escondido por detrás de memórias diluídas. Deliciando-me nesta chuva de emoções contraditórias de liberdade e clausura. E, mesmo sendo teu, apercebo-me que nunca te pertenci... porque nunca quiseste que eu te pertencesse.

 

E, nestas palavras silenciosas que te dedico, eu solto o meu último respiro. Amanhã renascerei... Poderei continuar frágil. Poderei ser seguro. Poderei ser melhor. Poderei ser pior. Tanto me faz... não me preocupo. Serei. Mas, a única certeza que terei é que jamais, já mais, serei teu sem nunca o ter sido.

 

Acordo.

publicado por Arms às 19:35
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