11 de Abril de 2007

Acho piada aos seres humanos. De todos os animais à face da Terra nenhum me suscita mais curiosidade que o ser humano. Nós somos definitivamente estranhos. Digo "nós" como condição de ser humano porque eu não sou o tipo de pessoa que vou descrever a seguir. Mas o mais curioso é a forma como nós suprimimos ao longo dos tempos, as nossas emoções. Adoptamos uma atitude politicamente correcta e não deixamos que as pessoas nos conheçam realmente, porque assim nos sentimos mais seguros. Mastigamos e engolimos os nossos sentimentos e adoptamos aquela figura que apresentamos a todas as pessoas. Criamos aquela barreira intransponível para evitar que os nossos amigos nos conheçam. E, quando damos por isso, não conhecemos ninguém, ninguém nos conhece e sentimo-nos sós contra o mundo. E temos apenas um leque cheio de conhecidos que nem nos conhecem.

E eu pergunto, será assim tão mau as pessoas saberem como te sentes? Falo a sério. O mundo acabaria se as pessoas de quem gostas realmente soubessem quem és, o que sentes e o que gostas? Não é preferível ter pelo menos uma pessoa, para além da família, que sabe que tu realmente és?

Eu sei que há muita gente que se aproveita dos honestos e essas coisas. Já me aconteceu. Mas eu irei ser sempre a pessoa que sou. Com as minhas qualidades e com os meus defeitos e sem preconceitos nenhuns em demonstrá-los, porque são parte de mim. E quem não os quiser aceitar, reconhecer ou ver, que olhe para outro lado. Eu não vou deixar de ser quem sou - e que me custou tanto, lutando para ser quem sou - simplesmente porque não sou politicamente correcto.

Disseram-me uma vez que o meu problema é que as pessoas não me compreendem porque não estão preparadas para lidar com os seus sentimentos, porque se sentem seguras nas máscaras que colocaram. Daí muita gente não saber como me interpretar, porque eu deixei a minha máscara há muito tempo e isso deixa as pessoas inseguras. Talvez seja isso, talvez não. Só sei que eu sou quem sou, quer gostem quer não.

Li uma vez: "As pessoas de quem eu gosto, gosto que gostem de mim. As pessoas de quem eu não gosto, gosto que não gostem de mim!"

Não estou cá para agradar ninguém, nem é isso que pretendo. Estou cá para viver a minha vida. Não tiro conclusões das pessoas que conheço, nem das que não conheço. Dá muito trabalho julgar pessoas. Prefiro lidar com elas no dia-a-dia. Talvez seja por isso que os outros se admiram pelo facto de eu não guardar rancores.
publicado por Arms às 13:22
Epá! Hoje estamos totalmente e intrinsecamente filosóficos| Mas é muito bom ver que aos poucos estás novamente a aprender a segurar-te nas tuas próprias pernas. Gostei muito do post. Muito sentido e verdadeiro.
David a 11 de Abril de 2007 às 19:12
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