14 de Agosto de 2008

Conheceu Daniel num museu há uns dois anos atrás, enquanto procurava pelos seus amigos. Haviam combinado encontrarem-se ali. Enquanto contemplava uma escultura, recuara uns passos atrás e tropeçara em Daniel, que admirava um quadro de um retrato de um desconhecido qualquer historicamente importante. Pedro tentara desculpar-se em inglês, uma língua que não sabia falar bem, mas desistira e começara a desculpar-se em português e depois tentara desculpar-se em inglês por ter de se desculpar em português, até que se apercebera que Daniel era tão português quanto alguém poderia ser. Ele decidiu entretanto que Pedro deveria pagar-lhe uma dispendiosa sanduíche e um sumo gaseificado exorbitantemente caro, como modo de redimir, e, bem, foi assim que tudo se iniciou realmente. Depois disso, Pedro nunca conseguiu convencer Daniel de que não era o tipo de pessoa que visitava museus.
Há quatro maneiras diferentes de um observador distinguir Daniel de Pedro: primeiro, Pedro é dois palmos e meio mais alto de Daniel; segundo, os olhos de Daniel são de um azul cristalino, ao passo que os de Pedro são castanhos claros, como mel; terceiro, Pedro usa um anel prateado na mão direita, oferecido pela mãe, enquanto Daniel não possui qualquer jóia visível; quatro, Daniel gosta de palavras, ao passo que Pedro está sempre esfomeado. Além do mais, não se parecem minimamente um com o outro.
Pedro receara Daniel, que era encantador, frequentemente bastante divertido e que certamente chegaria a algum lado. E Daniel via em Pedro um enorme potencial que, apropriadamente manobrado pelo homem certo, o tornaria no perfeito parceiro matrimonial. Se ele fosse ao menos um pouco mais concentrado, murmurava para si mesmo. Apesar disso, Daniel convencera-se de que a colecção de trolls de Pedro era indício de uma atraente excentricidade e chegara à conclusão de que os grandes homens coleccionam sempre algo. Na verdade, Pedro não coleccionava realmente trolls. Encontrara um troll no passeio e, numa tentativa vã de injectar um pouco de personalidade na sua secretária, colocara-o sobre o monitor do computador. Os outros seguiram-se nos meses subsequentes, presentes dos amigos que haviam reparados no seu pendor pelas feias criaturinhas. Pedro aceitara esses presentes e posicionara-os, estrategicamente, em redor da sua secretária. E foi assim que, numa dessas entregas, que tudo o resto começou...

(Tentativa de algo diferente, baseado em algo que já foi feito e que nunca foi inteiramente concluído.)
publicado por Arms às 22:55
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