17 de Abril de 2006

Bem. Tenho pena de não ter nada fantástico ou feliz para escrever desta vez, mas que se lixe. O blog é meu, posso escrever o que me apetecer... só lê quem quer!

Sinto-me um trapo!

A úncia coisa que sinto é que tudo me é negado... sorte, sucesso, trabalho, amor e, consequentemente, felicidade.

Andamos sempre à procura de um pingo de felicidade e quando nos apercebeos, estamos tão infelizes que a única coisa que nos resta fazer é lamentar a nossa vida... Ficamos ali, em cima da cama, que descansa num canto do quarto, a chorar e a sofrer - como se isso fosse resolver alguma coisa.

Sinto-me terrivelmente só, mais ainda depois de ter conhecido o Alex. Há um enorme vácuo que vai devorando aos poucos os bocados que definem a minha personalidade e a minha individualidade... e a única coisa que sobra é esta carcaça fria. Eu simplesmente existo, já não vivo, não penso. Fico ali, estagnado naquele sentimento intoxicante, poluíndo a minha essência, o meu ser. Coloco um sorriso, evidentemente falso, quando alguém fala comigo. E quando perguntam se estou bem respondo sempre com um "sim". Um sim tão falso, tão irreal quanto o ser em que me tornei...

A única coisa que sinto é um enorme silêncio. Uma muralha de vazio... uma vala sem fundo e sem hipótese de contornar ou ultrapassar.

Fui atacado pela mais implacável de todos os tipos de solidão: o querer estar com alguém e o não poder. A minha vontade impele-me para agarrar nos poucos trocos que tenho e ir para Lisboa. Mas a realidade é bem mais forte, porque os trocos nem chegam para ir ter a meio caminho.

Ao mesmo tempo, sou atacado pela minha própria insegurança e pelo meu próprio medo. Algo que pensava ter dominado e superado, mas ei-lo de volta. Sou invadido por pensamentos como "será que tem interesse em mim?"; ou "será que estou a fantasiar demasiado?"; ou, então, o meu tão típico, "o que é que viu em mim, se eu pouco ou nada tenho para dar?" Medos que são, provavelmente infundados, mas que me assombram até ao mais recôndito da minha alma.

E fico ali, naquele quarto vazio e frio achando que a minha vida é uma merda e a lamentar a minha má sorte, como se isso servisse de consolo... como se isso fosse resolver alguma coisa.

Quando, bem lá no fundo, acho que estou simplesmente apaixonado!
publicado por Arms às 21:39
bem, se esta apaixonado so tu podes saber.

chorar faz bem. mais vale deitar tudo ca pa fora do que guardar la dentro...

alem disso, nunca se sabe. pode ser so uma fase passageira e logo reencontras a felicidade. perguntarás "como"? nao sei, as vezes a vida da tantas voltas. o melhor é nao te preocupares tanto...

abraços _o/
chaos a 17 de Abril de 2006 às 23:57
Gosto da maneira como escreves, só tenho pena que estejas a passar um mau bocado. Mas digo-te o que a minha avó me diz sempre e que, apesar de não ajudar em nada, é efectivamente verdade: "não há bem que sempre dure, nem mal que nunca passe".

Quanto ao sentimento em si, só me apetece dizer "been there, done that", mas na relaidade é "been there, still there"!

Lighten up ;)
catalystic_soul a 18 de Abril de 2006 às 02:30
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