29 de Novembro de 2010

As pessoas vivem com a ilusão de que "respeito" é algo que lhes é devido. Que eu tenho que respeitar alguém sem condições simplesmente porque é mais velho ou tem mais experiência.

 

Não, meu amigo. Eu não te devo respeito por estares neste planeta há mais tempo que eu. Não senhor. Respeito não é devido, é merecido. Queres que eu te respeite, dá-te a respeitar. Eu só respeito as pessoas que me respeitam. Até lá eu apenas tolero-te. Não vamos confundir as coisas, ok?

 

 

 

 

publicado por Arms às 08:52
28 de Novembro de 2010

Tenho tido alguns convites para café de alguns amigos. Mas ultimamente as conversas são sempre as mesmas... Parece que as novidades no mundo foram sugadas por algum buraco negro ou assim. As pessoas já não vivem vidas ricas. Onde foram parar as aventuras e as cenas embaraçosas? Onde foram parar as conversas sádicas e os humores negros? Desde quando é que as pessoas se tornaram tão aborrecidas?

 

E nem vou sequer começar a falar dos cafés que os meus amigos marcaram com amigos deles para ver se arranjam namoro para mim. Digamos que cheguei a uma conclusão brilhante: amigos de amigos são aborrecidos de morte! Pelo menos a grande maioria!Ou então perdi completamente o interesse por contactos sociais...

 

Enfim, estou a divagar... Não estou a escrever por causa da falta de novidades que os meus amigos têm ou pelos amigos aborrecidos dos meus amigos. Estou a escrever porque toda esta experiência de ter cafés com amigos - e apanhar grandes secas! Sorry pessoal mas é verdade, confesso. - deu para examinar as minhas reacções típicas quando estou a apanhar uma seca.

 

Por isso, se eu alguma vez:

 

1 - Der respostas repetidas a meio da conversa. "Ai é? Uhum... A sério? Sim... Pois! Hã-han... Ah não! Não estou aborrecido, continua!"

 

2 - Fazer perguntas curtas. "E quando é que mudaste? Foi há muito tempo?"

(Quando estou curioso faço perguntas mais elaboradas)

 

3 - Olhar repetidamente para o RELÓGIO!!! Costuma ser um sinal bastante óbvio!

 

4 - Interrupções. Se a conversa está a ser longa e já tenho a informação que preciso e a pessoa não se cala, eu interrompo. É má educação mas há diferenças entre uma "conversa interessante" e "conversa a mais".

 

5 - Mudar de assunto. Dirigir a pessoa graciosamente para fora da conversa chata. Geralmente indica que gosto da companhia da pessoa mas a conversa está de bocejar!

 

6 - Mudar a minha linguagem corporal. Se eu me recostar é porque estou a levar com uma tremenda seca. Mas, se me recostar e cruzar os braços ou as pernas, indica que estou confortável com a conversa e pessoas. Se eu não estiver a olhar para ti, esquece, muda de conversa.

 

 

Mudem de conversa!! =P

publicado por Arms às 14:34
20 de Novembro de 2010

Estarei sempre sozinho no frio. Mesmo quando estava contigo sentia que algo de demasiado gélido trepava lentamente dentro de mim e agarrava o meu coração dentro de um punho que crepita de gelo. Uma sensação metálica que corta a minha alma em pedaços que deixo escapar pelos olhos. Uma poesia silenciosa de palavras que deixaste escritas nas paredes deste quarto. Palavras que escorregam como tinta molhada e embatem no chão em silenciosos choques de tambor que ecoam na minha mente. Palavras que me lembram a minha solidão, a minha prisão. Tu nunca me compreendeste nem nunca quiseste compreender.

 

Invisível, como sempre fui para ti.

Sozinho, como quando estive contigo.

Esquecido, como quando dormia ao teu lado.

Mas teu... mais teu agora do que quando tu me tinhas. Porque há sempre algo que me prende aos gélidos metálicos grilhões que são as memórias dos poucos dias de felicidade que tive contigo. Porque, de uma forma estranha e peculiar, eu realmente fui feliz. No meio dessa solidão silenciosa houve sempre algo de sensual, algo de único, diferente que me cativava.

 

Estou sempre sozinho no frio. Neste quarto que se derrete para cima de mim, comprimindo, condensando... como gelo a se formar na superfície de um lago. Congelando tudo o que está à vista. E sinto-me estranhamente renascido rodeado deste silêncio que se estilhaça. Escondido por detrás de memórias diluídas. Deliciando-me nesta chuva de emoções contraditórias de liberdade e clausura. E, mesmo sendo teu, apercebo-me que nunca te pertenci... porque nunca quiseste que eu te pertencesse.

 

E, nestas palavras silenciosas que te dedico, eu solto o meu último respiro. Amanhã renascerei... Poderei continuar frágil. Poderei ser seguro. Poderei ser melhor. Poderei ser pior. Tanto me faz... não me preocupo. Serei. Mas, a única certeza que terei é que jamais, já mais, serei teu sem nunca o ter sido.

 

Acordo.

publicado por Arms às 19:35
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29 de Outubro de 2010

Caindo... Enquanto os oceanos colidem e os sentimentos fluem para dentro de ti, através de ti e para além de ti. Caindo... A partir da Lua e para além do mar, sustens a tua respiração, enquanto a chuva escorre pelo luar. Caindo... O silêncio dos sons e as cores da tua mente... Há muito tempo e de muito longe. Quando ultrapassaste as montanhas mais altas e quando sobrevoaste os mais mais extensos e, para onde te viraste, só havia fúria e ânsia. Subindo até onde nunca ninguém subiu... e caindo até onde nunca ninguém caiu. Os sons da queda e a queda da luz. Caindo... Colidindo com os oceanos e fluindo pelo luar. Cuidado com o afundar enquanto te derretes na noite. Olhando para a Lua, para os céus que sobrevoaste... mas não há nada para além de espaço e vazio onde a tua alma ganhou asas. E sentes-te brilhante. E sentes-te deprimido. As cores do silêncio e os sons da tua mente. Fluindo, caindo, colidindo. Enquanto sustens a tua respiração. E os sons rompem-se e a noite dilui-se na luz. Caíste e, enquanto te derretes com a noite, sabes que uma vez voaste.

 

 

 

 

 

 

 

 

Algo de novo que quis sempre experimentar...

publicado por Arms às 01:06
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21 de Outubro de 2010

Fica o link do meu blog de poesia que, como alguns já sabem, se encontra em novas instalações.

 

O design ainda está meio nú e prosaico, mas devo magicar alguma coisa entretanto... o cérebro anda com algumas limitações no departamento da criatividade ultimamente.

 

Assim, sem mais demora, o link: http://pecadosdemim.blogs.sapo.pt

publicado por Arms às 01:18
19 de Outubro de 2010

Aconchegado debaixo dos cobertores. Quente, confortável. Acordei a sentir um choque de frio sobre a minha cara e encolhi-me para me aquecer. Adormeci no conforto do calor da cama... Quando tive que me levantar senti aquele frio atingir-me o corpo e pus-me aos saltinhos pelo quarto à procura das minhas pantufas (que não consegui encontrar). Eram oito da manhã e fui fazer um café quente. Saltinhos pela casa até ao quarto para buscar um robe (não o consegui encontrar). Calcei umas meias quentes. Fui beber café e pus-me a rir comigo mesmo por ter-me imaginado a andar aos saltinhos pela casa.

 

Ah... Nada como as primeiras manhãs frias de Outono/Inverno para um pouco de entretenimento.

publicado por Arms às 12:36
18 de Outubro de 2010

São três da manhã. São três da manhã e não consigo dormir. Aliás, durmo mais por exaustão do que por outro motivo qualquer. Sento-me na borda da cama e acendo um cigarro... sempre na promessa de que será o último. Mas parece que as nossas promessas nunca estiveram destinadas a serem cumpridas. Olho em redor, para o quarto cheio de vazio e silêncio. Tudo é tão diferente agora. Perduro aqui numa existência esquecida desde que partiste. Perduro neste esquecimento cada vez mais claustrofóbico. Demoro a adormecer e levo quase uma eternidade para me aperceber da realidade quando acordo. Ainda acordo com o braço no teu lado da cama, como se estivesses lá. Acordo sempre a pensar que te levantaste para tratar do pequeno-almoço. Mas, quando sinto a cama fria, lembro-me de que já cá não estás. E é como se as paredes se desmoronassem sobre mim... o peso da realidade. Luto contra a gravidade para me levantar. Contra a vontade para erguer. Luto porque o que me apetece é voltar a adormecer porque tudo o que desejo é que isto tudo não passe de um pesadelo. Mas acordo sempre para esta realidade. Acordo sempre para estas correntes que me apertam e me prendem a alma. Passo o dia todo a imaginar as palavras e as frases que te poderia ter dito. Frases ridiculamente românticas numa vã tentativa a amenizar a solidão. Promessas... todas elas por cumprir. Mas nenhuma tão importante como a promessa que me fizeste.

 

Disseste sempre que estarias ao meu lado até ao fim... Só não fazia ideia de que o fim chegaria tão antes do tempo.

 

(Algo escrito em modo de improviso e em poucos minutos... pegando outra vez na minha colecção de textos da minha Ode à Solidão. Algo a ser trabalhado...)

publicado por Arms às 02:25
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28 de Setembro de 2010

É curioso como todos dizem que há uma certa paz interior, que há um afirmar de identidade, como se todas as lutas de identidade se cessassem para simplesmente deixar-nos ser apenas nós mesmos... nunca pensei que fosse realmente verdade... mas é. E gosto. E gostava que continuasse... há uma espécie de silent bliss no meio disto tudo que me dá abertura para sonhar e ter fé... curiosamente uma palavra que nunca usei antes... talvez por nunca o ter sentido como sinto agora.

publicado por Arms às 02:30
25 de Setembro de 2010

OK. Está provado que odeio determinantemente discotecas, por muito boa música que tenham e por muito pouco ar de engate que transmitam. It's not my style! Levaram-me ontem para uma discoteca (acho que se chamava Musicbox ou algo assim) que tocava música anos 70/80 lembrando as aberturas das séries da época e algo parecido com Isaac Hayes e Shaft. E pensei que, já que gosto do estilo e gosto de Isaac Hayes, vamos lá tentar... Mas não. Há coisas que não consigo gostar e discotecas é uma delas. Bebi, dancei, fumei uns cigarros (eu não fumo charros nem me despertam qualquer tipo de curiosidade) e ainda ganhei um shot por ser os meus anos. Mas... pá... nada de feeling nem atitude. alguns dos meus amigos lamentam ouvir que discotecas não são a minha noção de diversão. Dizem que sou demasiado zen para isso - às vezes no gozo - e eu simplesmente encolho os ombros e digo "não gosto".

 

Ontem foi um dia em cheio. No Jardim Zoológico um papagaio empoleirou-se no meu ombro e o tratador ficou a olhar para mim admirado. Diz-me o homem (giro, by the way) que o papagaio nunca fez aquilo e pede-me desculpa se ele me assustou. Eu estava de costas para o papagaio, na zona das bilheteiras, enquanto eles nos colocam aquele líquido na mão para, se sairmos, podermos voltar. É claro que nem estava a ligar ao tratador, eu estava todo animado com o papagaio e a falar com ele. A minha mãe só me dizia "Eu acho incrível como todos os animais vêm ter contigo". E eu, feliz da vida com o papagaio a falar - e ele a responder. Foi divertido.

 

Adorei a noite do meu aniversário. Poucos amigos e um bar calmo onde pudemos falar. Conversas existenciais e trivialidades. Vira-se um amigo dizendo que continua sem conseguir acreditar que ainda estou sozinho. Que, se fosse ele, que já teria encontrado alguém. Respondi-lhe que eu não quero 'alguém'. É por isso que não tenho 'alguém'. Que, apesar de não conseguir conceber a minha vida sem um parceiro ao meu lado, também não consigo conceber a minha vida saltando de relação insignificante a relação insignificante até encontrar um significante. E ele diz-me que o facto de se ser solteiro permite essas liberdades, que assim ando a desperdiçar tempo. Disse-lhe que não. Existem pessoas que são solteiras por natureza, não se imaginam numa relação duradoura com a mesma pessoa. Eu sou solteiro por circunstância - nunca na minha vida me imaginei sem um parceiro. É assim que quero passar o resto da minha vida: numa relação com a mesma pessoa. Crescer ao lado de quem amo. É essa a minha natureza. E não consigo saltar de solteiro em solteiro porque acredito que não é assim que melhor me sinto. E o meu amigo confessa-me que às vezes tem pena por eu não ter alguém, que merecia ter alguém. E eu disse-lhe que terei. Apenas não agora.

 

Conheci pessoas novas. Diverti-me. Tive um pouco de tudo: zen, lounge, 80's, 70's, dança, bebida, calor e frio. Foi um dia bem passado.

 

Hoje é mais um dia em cheio porque a minha melhor amiga faz anos! Parabéns C.

publicado por Arms às 13:28
24 de Setembro de 2010

E eis que chegaram os meus trinta anos. Quem diria!? Vou almoçar com a mamã no Jardim Zoológico e depois jantar com os amigos e sair à noite. ^^ Vou ver macacos e pinguins no meu dia de anos. Yay!!
publicado por Arms às 02:15
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