Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

reflectmyself

reflectmyself

Novidades

Arms, 24.08.07
OK! Antes de mais a entrevista correu muito bem. ;-)

Agora, já devem ter reparado que introduzi imagens no meu blog com a intenção de lhe dar mais cor - como foi sugerido pelo Momentos. Estão aqui apenas a título temporário (porque estes ainda devem ter direitos de autor e não quero problemas) até eu conseguir colocar imagens feitas por mim. (Tenho tido problemas a colocar aqui os meus desenhos)

Pensei também em criar banners para os blogs, mas penso que irá sobrecarregar o meu blog, fazendo com que leve uma eternidade a abrir. Por isso, estou aberto a sugestões...

Surpresa

Arms, 24.08.07
Levanto-me às 8 da manhã, o que é completamente ridículo tendo em conta que me deitei às 4 da manhã por causa do trabalho, e ligo o computador achando que vou ter mais uma manhã banalíssima. Mas não. Eis que me ligam a marcar uma entrevista para a Vobis do Vasco da Gama. E eu todo contente... O que decido fazer enquanto espero? Saltito de blog em blog. Vejo os posts e os links em busca de um título ou uma palavra que me disperte a curiosidade. E, no meio das minhas excursões páro num blog chamado infinito perdido, ou algo do género e encontro o link para o meu blog. E fico a sorrir...

Há dias que começam mesmo muito bem...

Só espero que tenha um final feliz também, porque hoje é outro dia em que trabalho até às duas da manhã...

x.x'

Reflection Interactive

Arms, 23.08.07
O que acham desta semi-nova imagem do Reflection?

E olhem...

<---- Aqui têm montes de coisas novas para mexerem e ouvirem música enquanto lêem as minhas patetices... Quem é amigo? Quem é?

xD


Espero que gostem e que isto sirva para conhecerem um pouco mais de quem está por detrás deste blog.

Ainda estou a decidir de quanto em quanto tempo renovarei as músicas e os vídeos... mas isso logo se vê. E ainda nãos ei se vou manter seis vídeos... Talvez venha a substitui-los por desenhos meus e manter um número mínimo de vídeos...

Ainda está por decidir.

Querida mãe

Arms, 22.08.07
Eu nem consigo começar a imaginar o que seria a minha vida sem ti, que me tens apoiado sempre incondicionalmente. Enfrentaste tudo e todos por mim (e continuas a fazê-lo) e sempre sem pedir algo em troca. Sempre que me chamas de 'filhinho' o meu coração enche-se de tal maneira de felicidade que sinto que vou rebentar em milhões de pedacinhos. Quando dizes teres orgulho na pessoa que me tornei aquela lágrima que tento conter é o sinal da minha gratidão por ti. Tu, que sempre viste a pessoa que sou de forma honesta e sincera. Todas as palavras de graditão e amor do mundo, de todas as línguas não chegam para demonstrar o amor que tenho por ti, mãe. Nunca me viste como homossexual, foi sempre como filho. Nos meus insucessos nunca me reprimiste, mas sempre me apoiaste e me deste ânimo. Nas minha rupturas, nunca me atiraste nada à cara. Sempre me deste apoio (com aquela dose exagerada de humor, tipicamente teu) e segurança. Se não fosse pelo teu apoio nas horas mais difíceis da minha vida, eu certamente não estaria aqui. E é por isso que eu, mãe, me sinto sempre tão pequenino ao teu lado. Porque és grandiosa. E eu, como já me disseste imensas vezes, serei sempre o 'teu' bebé ao teu lado.

Eu seria ninguém sem ti, mãe.
Obrigado.
Amo-te com todas as forças do meu ser.
Obrigado por estares ao meu lado... incondicionalmente.

(Como eu ando lamechas hoje... ai!)

Caro pai

Arms, 22.08.07

Confesso que tenho imensa pena de te não conhecer como gostaria de te conhecer. Mas isso não é por minha culpa mas pela tua teimosia. Deixaste de falar comigo por razões que desconheço (desconfio quais sejam, no entanto) e puseste-me fora de casa daquela forma tão infantil. Mas não te posso culpar inteiramente pela nossa não-relação pai/filho. Também eu tive culpa no cartório. Talvez eu fosse demasiado orgulhoso para admitir que eu também tenha errado, embora a minha mãe diga o contrário. Mas tu, meu pai, que sempre me viste como um falhado, um fraco, alguém que nunca iria chegar aos teus calcanhares, como tão eloquentemente disseste uma vez - e que veio determinar grande parte da minha juventude, porque acreditei nisso durante anos. Só tenho pena que nunca tenhas tido a coragem (sim digo coragem) para ver para além da minha homossexualidade e veres quem o teu filho realmente é. Tenho pena que tenhas perdido o meu desenvolvimento como pessoa, mas tenho muito mais pena de nem eu te conhecer inteiramente. Sempre foste tão distante. Aquela figura muda da imagem tradicional de 'chefe de família'. Não me lembro de nenhuma conversa que tenhamos tido - conversa daquelas sérias, daquelas profundas. Conversas que sempre tive com a minha mãe... Tu, que me insultaste anos a fio, que me reprimiste, que me acusaste de corromper a minha família. Sempre tentaste impôr a tua vontade - sempre sem sucesso - para satisfazer essa pseudo-sensação de 'ser pai'. Enquanto a minha dava tudo para que eu seguisse os meus sonhos, tu sempre me reprimias e me tentavas cortar as asas. E essa tua característica foi a que mais me marcou (ainda, depois destes anos todos). Não me quebraste enquanto eu vivia contigo, mas conseguiste vincar a tua vontade na minha personalidade até hoje. A minha sequência de insucessos deveram-se ao facto de eu não me achar de valor e digno - e isso deveu-se às tuas constantes palavras de repressão. Mas não posso culpar-te por isso, eu poderia ser uma pessoa mais confiante e ignorar as tuas palavras. Mas agora, sete anos depois do último dia em que nos vimos - naquele dia em que me puseste fora de casa - posso dizer-te, confiante, que sim, concordo com a minha mãe: não posso nunca chegar aos teus calcanhares porque já os ultrapassei à muito tempo. Como ela disse, no dia em que disseste isso, eu já sou o dobro do homem que és. Não te digo isto como forma de exibicionismo - essa característica, felizmente, não tirei a ti - mas como forma de auto-valorização. E não te digo isto tudo como forma de vingança, mas é antes uma conclusão a que cheguei.


E posso dar-te finalmente a resposta à tua forma de despedida. Não sei se te lembras, mas as tuas últimas palavras para mim form: "Ainda vais precisar de mim. Ainda te vou ver a rastejar e pedir ajuda." Calei-me na altura, estava fragilizado. Mas agora não. Já não tenho medo. E já te posso dizer que não preciso, nem nunca precisei de ti. E não irei rastejar até ti, mas vou de cabeça erguida, porque tenho orgulho de quem sou.


E, de um forma destorcida, obrigado por teres definido a minha personalidade. Foste um bom exemplo da pessoa em quem eu pretendo não me tornar. E sei que tenho feitios igauis aos teus - a minha mãe diz isso por vezes - mas sei que os melhores não são de ti, mas partiram de exemplos de quem és.


Enfim, nada tenho a dizer-te. Apenas espero que um dia me venhas a conhecer realmente... mas não fico à espera sentado.
Adeus

Planos

Arms, 22.08.07
Estou a planear grandes e boas mudanças.

Coloquei vídeos de músicas que ouço com os meus desenhos, para que me conheçam mais um pouco.
Que as mudanças tenham sido agradáveis...

Nova etapa

Arms, 22.08.07
Hoje tive um pensamento. Fugidio, mas que ficou retido cá dentro.

E achei piada em como os eventos recentes na minha vida (recentes sendo de uns meses para cá) se encaixam de tal forma que me apercebi de toda a sequência. Às vezes ficamos tão envolvidos com os nossos problemas que não nos apercebemos das coisas a acontecerem. E é engraçado como as coisas se desenvolvem e nos moldam...

Sinto que, pela primeira vez em toda a minha vida, estou a iniciar uma nova etapa. Desta vez com a perfeita consciência de tudo o que se passou e de coisas que virão. Como se tudo estivesse colocado à minha frente, como um padrão no chão. E tive uma sensação de que tudo está conectado. A longa linha de eventos... É como se um nevoeiro denso se levantasse e me expôs o caminho que tenho à minha frente e, de repente, estou numa longa estrada recta e o dia está tão claro que consigo distinguir o que por aí vem. E, de repente, tudo começa a fazer sentido.

Que, afinal, não estava perdido. Apenas não via muito para além do meu nariz.