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reflectmyself

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Sou um investigador

Arms, 16.09.09

 Muitos acham estranho esta minha faceta.

 

Tenho o hábito (que alguns dizem ser prejudicial) de explorar os meus sentimentos, vendo ou lendo coisas que me forcem a sentir de uma forma, e depois andar a arrastar e prolongar a sensação. Pode-se dizer que sou uma espécie de investigador de sentimentos. Gosto de ver onde os meus sentimentos (e pensamentos associados) me levam. Gosto de explorar as limitações delas (e as limitações da minha criatividade a elas associadas). E, ao mesmo tempo, gosto de saber que estas explorações levam a uma maior compreensão da pessoa que sou, da pessoa que pretendo ser. Além disso, dá-me uma ferramenta conceptual para as minhas variadas criações pessoais.

 

Se ando fascinado por me sentir triste não quer dizer necessariamente que eu esteja triste. São meras concepções artísticas. Se escrevo coisas que exploram a tristeza e a solidão é simplesmente porque resultam destes exercícios - e porque tenho tendência em ser melodramático! 

 

Daí o tag "ficção" e "semi-ficção" nos meus vários contos.

A ficção resulta de um sentimento imposto e exploração dela.

Semi-ficção resulta de um acontecimento na minha vida, que originou esse sentimento e a sua consequente exploração. A única coisa que a torna ficção é o facto de esse acontecimento não ocorrer necessariamente na altura em que o texto é escrito e o próprio acontecimento ser adulterado por motivos criativos. 

 

Simples. Ou talvez não...