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reflectmyself

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Há (quase) 365 dias atrás!

Arms, 30.01.08
Até me custa a acreditar que já se tenha passado quase um ano e que ainda continues presente na minha memória. Continuas lá, pendurado como uma teia de aranha, naquele canto da minha alma que ficou abandonada. Como uma casa em ruínas. Uma casa erguida de sonhos e espectativas e que abandonaste quase tão depresa como entraste. Nunca, jamais, alguém ocupou aquele canto. Talvez por eu não o ter permitido ou por ninguém se ter predisposto a ocupar tal canto poeirento e cheios de teias de aranha, de memórias supostamente esquecidas. Foi há quase um ano e a memória continua cá. Se me perguntarem continuo a negar, a mentir. Para mim e para os outros. Engraçado. Nós humanos somos assim. Mentimos todos os dias e vivemos a nossa vida mentindo para nós mesmos. Mentimos porque a verdade dói demais. E a verdade é que ainda estou apaixonado por ti e ainda penso em ti. E a verdade é que eu recuso-me a enfrentar as evidências de que tu já partiste e nunca voltarás. E a verdade é que eu não avanço porque tenho demasiado medo em ser magoado. Não! Não em ser magoado, mas apaixonar-me de novo. Isso é o que realmente assusta.

(A continuação dos rabiscos de uma futura história.)

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